quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

TEXTO PROVISÓRIO

“Somos viajantes do tempo, expostos a um processo de contínua expansão da consciência, dado que é precisamente com ela que vamos decifrando o pensamento de Deus, expresso nas leis que governam o mecanismo da vida, em todas as suas manifestações” – Hermínio Miranda no livro “Alquimia da Mente

Desde criança vamos sendo influenciados por conceitos, pequenos mantras, que parecem grudar na nossa mente e por lá ficam – alguns por uma a vida inteira - como coisas do tipo: “Leite com manga faz mal”; “A César o que é de César”; “O hábito não faz o monge”; “As aparências enganam”; “Tudo se interpenetra e coexiste”... e segue por aí, de acordo com a realidade de cada um de nós.

Um destes mantras reza que “O uso do cachimbo deixa a boca torta”. Para mim este dito teve efeito marcante, pois o “cachimbo” que “entornou minha boca” foi o livro. O vício por livros vem da adolescência. Meu pai lia muito e, portanto, minha casa tinha livros, muitos livro, claro. Para entender e estabelecer um diálogo, acessível, com meu pai foi preciso, também, ler. E ler muito. Na época, lia até o que não conseguia compreender com muita clareza, mas, certamente, a essência destas leituras foi arquivada nos recônditos do meu inconsciente e anos mais tarde me utilizaria destes backups como princípios.

Outro fator importante na minha formação surgiu dos conceitos da filosofia Rosa-cruz – meu pai era um “rosacruz”. E foi por essa porta que me enveredei pelos saberes das ditas “filosofias ocultas” e descobri um universo, literalmente, fora da curva, através dos estudos do Rosa-cruz e posteriormente do Espiritismo, do Taoismo, do Budismo, e mais à frente, da Física Teórica e a da Psicologia. E essa compulsão pelo “querer conhecer” não parou mais.

Com os anos, o costume pela leitura me fez criar o hábito de grifar fragmentos de textos em livros e artigos de revistas para usá-los em futuras consultas. Mas com o passar do tempo, e haja tempo, esses grifos eram tantos que ficou difícil consultá-los e cruzar informações.

Passei, então, a digitá-los e organizá-los, por livro e assunto, até que, em um momento, me deparei com uma grande quantidade de informação, parada, estática, nos arquivos do meu computador. E foi daí que surgiu a ideia de juntar em um só “documento” todo esse “acervo” e disponibilizá-lo àqueles, que na época, assim como eu, tinham interesse pelos assuntos.